
Todo gestor experiente sabe que o calendário é o esqueleto do planejamento comercial. Contudo, as expectativas para 2026 apontam para um cenário que exige atenção redobrada: a coincidência entre Copa do Mundo e Eleições Gerais no Brasil. Historicamente, essa combinação cria o que chamamos de “ano curto“. A atenção do consumidor é fragmentada, os dias úteis diminuem e o custo de mídia dispara.
Infelizmente, muitos players do varejo digital ignoram os sinais macroeconômicos e mantêm o planejamento padrão, linear e previsível. O resultado dessa inércia é catastrófico: metas não batidas no primeiro semestre, orçamentos de marketing estourados pela inflação do leilão de anúncios e uma equipe logística colapsada por feriados inesperados. Se você não rever seu planejamento agora, seu e-commerce sofrerá diretamente com a perda de margem e competitividade
Entretanto, é perfeitamente possível não apenas sobreviver, mas lucrar muito nesse cenário. O segredo não está na sorte, mas na antecipação estratégica. Por isso, neste artigo, mapeamos o calendário de 2026 e entregamos o passo a passo para você ajustar seu budget, sua tecnologia e seu marketing, transformando obstáculos em alavancas de crescimento.
EM RESUMO: O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE AS EXPECTATIVAS PARA 2026
- O cenário: 2026 une Copa do Mundo (junho/julho) e Eleições (outubro), reduzindo janelas de vendas.
- O risco: aumento drástico do CPM/CPC devido à disputa por espaço publicitário político e de grandes marcas.
- A solução: antecipação de orçamento para o Q1 e foco total em retenção (LTV) durante os picos de evento.
- Tecnologia: exige infraestrutura elástica para suportar picos de tráfego em janelas curtas de oportunidade.
- Logística: necessidade de planejamento prévio para contornar “feriados” de jogos e restrições eleitorais.
O FENÔMENO “ANO CURTO”: O IMPACTO NO B2B E B2C
Primeiramente, é crucial entender a dinâmica do calendário. Basicamente, o ano comercial de 2026 será comprimido. No B2C, a Copa do Mundo (prevista para ocorrer entre junho e julho nos EUA, México e Canadá) altera drasticamente a rotina. Em dias de jogos do Brasil, o varejo para. Por outro lado, o consumo de categorias específicas (bebidas, eletrônicos, vestuário) explode, mas a janela de conversão é minúscula.
Simultaneamente, o B2B sofre com a paralisia das decisões. Historicamente, em anos eleitorais, grandes empresas seguram investimentos (CAPEX) aguardando a definição do cenário político no segundo semestre. Portanto, as expectativas para 2026 no B2B devem focar em fechar contratos longos ainda no primeiro trimestre (Q1).
Consequentemente, a estratégia de vendas não pode ser linear. Ou seja, você não pode esperar vender 8,3% da sua meta todo mês. O planejamento deve ser modular, concentrando esforços agressivos nos meses “limpos” (março, abril, maio e agosto) e atuando de forma cirúrgica nos meses de eventos.
INFLAÇÃO DE MÍDIA: O PESADELO DO CAC
Um dos pontos mais críticos nas expectativas para 2026 é o custo de mídia. Visto que as eleições despejam bilhões de reais em impulsionamento de conteúdo e as grandes marcas globais monopolizam a atenção durante a Copa, o inventário de anúncios no Google e Meta fica escasso.
- Lei da oferta e procura: com menos espaço e mais anunciantes, o CPM (Custo por mil impressões) sobe.
- Impacto no CAC: seu Custo de Aquisição de Clientes vai disparar se você tentar competir de frente nos momentos de pico.
- Visão e-Plus: a recomendação é focar em first-party data. Em outras palavras, use os meses anteriores para captar leads baratos e, durante a Copa e Eleições, foque em vender para a base via e-mail marketing e WhatsApp, canais onde você não “paga pedágio” para as Big Techs.
PLANEJAMENTO FINANCEIRO: ROI E FLUXO DE CAIXA
Além disso, a gestão financeira precisa ser adaptada. Geralmente, e-commerces deixam o maior aporte de verba para a Black Friday. Porém, em 2026, a Black Friday acontece logo após o segundo turno das eleições. O consumidor pode estar exausto financeiramente ou emocionalmente impactado pelo resultado político.
Dessa forma, sugerimos como estratégia, a Antecipação Orçamentária. Isso significa alocar uma parcela substancialmente maior do orçamento de marketing para o primeiro semestre (H1), garantindo a aquisição de clientes antes que os custos de mídia disparem.
Nesse sentido, analise seu LTV (Lifetime Value). Se o custo para adquirir um cliente novo será proibitivo em outubro, quanto você pode investir em janeiro para garantir que esse cliente compre três vezes ao longo do ano? Certamente, a matemática da recorrência será a salvadora da margem de lucro em 2026.
CONCEITOS ESTRATÉGICOS
Para navegar nesse ano complexo, é essencial dominar termos que aparecem em relatórios de tendências globais e reuniões de board:
- Antecipação orçamentária: prática de antecipar gastos ou esforços para o início de um período.
- Brand safety: estratégias para garantir que sua marca não apareça ao lado de conteúdo polêmico (vital durante eleições polarizadas).
- Blackout periods: períodos onde não se deve fazer campanhas agressivas devido à baixa atenção do público (por exemplo: hora do jogo).
- Supply chain resilience: capacidade da cadeia de suprimentos de resistir a choques (como feriados não programados).
TECNOLOGIA COMO DIFERENCIAL
Sobretudo, não podemos falar de expectativas para 2026 sem falar de infraestrutura. Durante a Copa, o tráfego muda, o acesso mobile dispara. As compras acontecem em “tiros curtos” no intervalo dos jogos ou logo após uma vitória.
Se a sua plataforma não tiver elasticidade para suportar 5x o tráfego normal em 15 minutos, você perde a venda por impulso. Nesse contexto, plataformas Headless e Composable, como a VTEX (da qual a e-Plus é especialista), são mandatórias. Elas permitem criar landing pages ultrarrápidas específicas para eventos sem comprometer o resto da operação.
A importância dos dados na logística
Ademais, a logística será um gargalo. Feriados em dias úteis travam transportadoras. Logo, sua promessa de entrega no checkout precisa ser dinâmica.
- Inteligência Artificial: utilize algoritmos para prever atrasos e comunicar o cliente proativamente.
- Estoque descentralizado: se possível, use dark stores para fugir de bloqueios em grandes centros urbanos em dias de manifestações políticas ou comemorações esportivas.
A tecnologia deve servir para mitigar a ansiedade do cliente. Afinal, prometer e não cumprir em um ano tenso é a receita para o Churn (cancelamento).
ESTRATÉGIAS SEGMENTADAS: B2B E B2C
As expectativas para 2026 afetam os modelos de negócio de forma distinta. Por isso, recomendamos abordagens específicas:
Para o B2B (Business to Business)
O foco deve ser a antecipação contratual.
- Ação: crie campanhas de “Preço Congelado” no Q1 para fechar contratos anuais.
- Argumento: use a volatilidade econômica prevista para convencer o comprador a travar o orçamento cedo.
- Estoque: garanta insumos. A indústria pode parar em dias de jogos, afetando a reposição.
Para o B2C (Business to Consumer)
O foco deve ser a oportunidade contextual.
- Ação: crie coleções cápsula relacionadas à Copa (sem infringir direitos autorais da FIFA, cuidado!).
- Marketing: aposte em Real Time Marketing. Se o Brasil ganha, solte um cupom relâmpago. Se perde, solte uma promoção de “consolo”.
- Canais: o WhatsApp será o rei. Em meio ao ruído das redes sociais políticas, a mensagem direta no celular tem 98% de taxa de abertura.
CONCLUSÃO: O PLANEJAMENTO VENCE O CAOS
Finalmente, as expectativas para 2026 desenham um cenário de alta volatilidade, mas também de picos de euforia de consumo. Quem tentar operar no “piloto automático” verá suas margens serem corroídas pela ineficiência logística e pelo custo de mídia.
Por outro lado, quem planejar agora, antecipando verbas, blindando a infraestrutura tecnológica e focando na retenção da base, garantirá uma vantagem competitiva decisiva enquanto a concorrência perde eficiência diante da complexidade do calendário.
A e-Plus atua exatamente nessa intersecção entre tecnologia e estratégia de negócio. Nós não apenas implementamos lojas, nós desenhamos operações preparadas para o pior e o melhor cenário. Com mais de uma década de experiência, sabemos exatamente quais processos ajustam a rota.
Não espere o ano começar para reagir, o sucesso de 2026 é construído agora.
FAQ – Perguntas Frequentes sobre as expectativas para 2026
Como as eleições de 2026 afetam o e-commerce?
Basicamente, as eleições aumentam o custo de mídia paga (CPM e CPC) devido à alta demanda por anúncios políticos. Além disso, geram incerteza econômica, o que pode retrair o consumo B2B e encarecer a aquisição de novos clientes no B2C.
Vale a pena investir em marketing durante a Copa do Mundo?
Depende do seu nicho. Geralmente, setores de alimentos, bebidas e eletrônicos vendem muito. Porém, para outros nichos, o custo de atenção é alto. A melhor estratégia é focar na base de clientes (CRM) e evitar disputar leilão de ads nos horários dos jogos.
Como preparar a logística para dias de jogos do Brasil?
Primeiramente, ajuste o prazo de entrega no checkout considerando que transportadoras operam em horário reduzido. Também é vital comunicar o cliente sobre possíveis atrasos e, se possível, antecipar despachos para evitar que a carga fique parada nos feriados.
Quais as expectativas para o e-commerce B2B em 2026?
As expectativas envolvem uma aceleração no primeiro semestre e uma possível estagnação no terceiro trimestre. Portanto, empresas B2B devem focar em fechar contratos de longo prazo no início do ano para garantir receita recorrente durante o período eleitoral.



