A consumerização do B2B: 4 passos para modernizar sua venda

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Saia do "tirador de pedidos" analógico e ofereça a autonomia digital que os novos gestores de compras exigem

Dois profissionais sorrindo enquanto navegam em um notebook em um ambiente corporativo, ilustrando a facilidade de uso e a experiência intuitiva trazidas pela Consumerização do B2B.
Foto meramente ilustrativa: @freepik.com

Durante décadas, o processo de compra B2B (Business to Business) foi sinônimo de complexidade: catálogos em PDF, trocas intermináveis de e-mails, planilhas de Excel e um vendedor intermediando cada passo. No entanto, esse modelo está colapsando. O motivo? O mesmo comprador que fecha um pedido de R$ 50 mil para a empresa dele às 14h, compra um tênis na Amazon com um clique às 20h. Ele se acostumou com a facilidade e, agora, exige isso no trabalho. Esse fenômeno é a consumerização do B2B.

Se o seu e-commerce corporativo ainda parece um sistema legado dos anos 2000, você está perdendo mercado. Por isso, neste artigo, vamos explorar como a experiência do usuário (UX) deixou de ser “coisa de varejo” para se tornar uma obrigação estratégica na venda para empresas, garantindo eficiência e satisfação.

QUEM É O NOVO COMPRADOR B2B?

Para entender a mudança, precisamos olhar para quem está sentado na cadeira de compras. Atualmente, grande parte dos tomadores de decisão são Millennials (nascidos entre 1981 e 1996) e membros da Geração Z.

Esses profissionais são nativos digitais. Ou seja, eles detestam esperar dois dias por um orçamento que poderia ser gerado em segundos. Além disso, pesquisas de mercado indicam que mais de 70% dos compradores B2B preferem uma experiência de compra sem a intervenção de um vendedor, desde que a plataforma seja intuitiva.

Portanto, a consumerização não é apenas sobre estética, é sobre autonomia. Afinal, o seu cliente quer pesquisar, comparar especificações técnicas e fechar o pedido no celular, enquanto espera o café, sem fricção.

Vídeo: Tendências e desafios no e-commerce B2B | e-Plus

UX B2B: MUITO ALÉM DO “VISUAL BONITO”

Quando falamos em UX (user experience) no contexto de a consumerização do B2B, estamos falando de arquitetura de informação voltada para a complexidade. Diferente do B2C, onde a compra é impulsiva, no B2B ela é racional e recorrente.

O que um portal B2B moderno precisa ter?

  • Busca inteligente: o cliente busca por SKU, Part Number ou nome técnico. O sistema precisa entender todos.
  • Navegação personalizada: o cliente só deve ver os produtos, preços e condições de pagamento acordados no contrato dele.
  • Recompra fácil: botões de “repetir último pedido” ou upload de planilhas para preencher o carrinho automaticamente.

Imagine uma distribuidora de peças automotivas. Antes, seus clientes (oficinas) ligavam para saber se tinha a peça Y. Essa distribuidora, investiu em um portal com estoque em tempo real e visão explosiva das peças. Consequentemente, o time de vendas parou de atuar como “telefonista de estoque” e passou a atuar como consultor estratégico, enquanto as vendas corriqueiras rodavam no automático pelo site.

O CONCEITO DE SELF-SERVICE

No universo do e-commerce global, um termo domina as discussões sobre B2B: self-service.

Self-service (autoatendimento): é a capacidade oferecida ao cliente de resolver suas próprias necessidades sem assistência humana direta.

No contexto B2B, um portal self-service permite que o comprador não apenas compre, mas também baixe segundas vias de boletos, consulte notas fiscais, rastreie entregas parciais e gerencie limites de crédito. É a liberdade total para o cliente gerir sua conta, tal qual ele faz no aplicativo do banco ou na Netflix.

O PAPEL DO MOBILE NA DECISÃO CORPORATIVA

Existe um mito de que compras B2B só acontecem no desktop. Contudo, a realidade mostra o oposto. Gestores de obras, donos de restaurantes e técnicos de campo muitas vezes precisam fazer pedidos longe do escritório.

A consumerização do B2B exige que sua plataforma seja mobile first. Se o seu cliente não conseguir aprovar um pedido pelo celular, você está criando um gargalo no processo dele. Uma interface responsiva, com botões grandes e carregamento rápido é respeito ao tempo do seu cliente.

Além disso, a integração de canais é vital. Por exemplo, o cliente pode começar o pedido no celular e terminar no computador da empresa, e nesse caso, o carrinho precisa acompanhá-lo (omnichannel).

CONCLUSÃO

A consumerização do B2B é um caminho sem volta. As empresas que insistem em processos manuais e portais difíceis de usar serão trocadas por concorrentes que oferecem a fluidez do varejo.

Ao investir em UX e entender que seu comprador corporativo é, antes de tudo, uma pessoa que busca conveniência, você não apenas vende mais, mas reduz drasticamente o custo operacional do seu atendimento.

Sua operação B2B está preparada para oferecer essa experiência self-service de alta performance? Converse com os consultores da e-Plus. Somos especialistas em transformar operações B2B complexas em máquinas de vendas digitais.

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE A CONSUMERIZAÇÃO DO B2B

O que é a consumerização do B2B?

É o fenômeno onde as expectativas e comportamentos dos compradores corporativos (B2B) passam a imitar os hábitos dos consumidores finais (B2C). Isso significa que compradores profissionais agora exigem a mesma facilidade, rapidez, interface intuitiva e autonomia digital que encontram em sites como Amazon ou Mercado Livre, mas aplicados às compras da empresa.

Quais as principais características de um e-commerce B2B consumerizado?

Um portal B2B moderno deve oferecer: navegação intuitiva (UX amigável), busca avançada por SKU ou nome técnico, funcionalidade de recompra com um clique, portal de autoatendimento (self-service) para financeiro e pedidos, e otimização total para dispositivos móveis (mobile first).

Por que investir em UX para vendas B2B?

Investir em UX no B2B reduz o custo de atendimento (menos ligações para dúvidas simples), aumenta a taxa de conversão e fideliza o cliente. Quando a plataforma é fácil de usar, o cliente compra mais vezes e com maior autonomia, liberando a equipe de vendas para focar em negociações estratégicas e prospecção.