Novos canais no e-commerce: a estratégia que definirá vencedores

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Varejistas que não se adaptarem aos novos canais perderão participação de mercado

Executivo em ambiente de escritório operando um notebook enquanto uma interface gráfica circular flutuante exibe ícones de compras, atendimento e conectividade, representando a integração de novos canais no e-commerce.
Foto meramente ilustrativa: @canva

O e-commerce brasileiro enfrenta um ponto de inflexão em 2026. Não se trata apenas de crescimento incremental, mas de uma transformação estrutural na forma como consumidores descobrem, comparam e adquirem produtos. Os novos canais no e-commerce tornaram-se uma necessidade competitiva.

As projeções para o setor reforçam essa realidade, segundo a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom), o faturamento deve alcançar R$ 258,40 bilhões em 2026, representando um crescimento de 10% em relação a 2025. Contudo, esse crescimento não será distribuído uniformemente. As marcas que compreenderem e dominarem a estratégia omnichannel sairão na frente, enquanto aquelas que mantiverem uma abordagem unidimensional enfrentarão pressão competitiva crescente.

A FRAGMENTAÇÃO DA JORNADA DE COMPRA

A mudança mais significativa está no comportamento do consumidor. Estudos conduzidos pela Nuvemshop em parceria com a Opinion Box revelam que há uma predisposição crescente dos consumidores para transitar por múltiplas plataformas em suas jornadas de compra.

Dessa forma, o consumidor não segue mais um caminho linear: ele pesquisa em redes sociais, compara preços em marketplaces, busca avaliações em fóruns e, finalmente, pode converter em qualquer um desses canais ou em uma loja própria.

Na prática, isso significa que a visibilidade do produto deixou de ser concentrada em um único ponto de contato. Por outro lado, a fragmentação da jornada exige que varejistas estejam presentes em múltiplos canais simultaneamente. Observamos em projetos de implementação omnichannel que empresas que conseguem sincronizar inventário, precificação e promoções entre canais aumentam sua taxa de conversão em até 35%.

MARKETPLACES CONTINUAM DOMINANTES, MAS NÃO SÃO SUFICIENTES

Os marketplaces mantêm seu protagonismo como hubs de consumo digital. Segundo dados do estudo “E-Consumidor 2026”, 70% dos consumidores elegem marketplaces como primeira escolha para compra.

Contudo, essa preferência é balizada por métricas muito específicas: 57% dos consumidores citam competitividade de preços como principal fator, enquanto 55,3% destacam usabilidade de navegação e eficiência de checkout como fatores críticos de conversão.

Assim sendo, apenas estar em marketplaces não garante competitividade. A diferenciação ocorre através de fatores que transcendem a precificação, o frete grátis por exemplo, permanece como o atributo mais relevante, citado por 67,4% dos consumidores. Porém, programas de benefícios e pontuação emergem em segundo lugar com 32,8% de relevância, superando descontos diretos (32,7%) e cashback (24,8%).

O RETORNO DAS LOJAS PRÓPRIAS E A EXPERIÊNCIA PERSONALIZADA

Um dado particularmente revelador é que 46,4% dos clientes priorizam o retorno às lojas oficiais pela experiência personalizada. Essa tendência consolida uma estratégia que muitos varejistas abandonaram: o investimento em plataformas proprietárias. Portanto, a capacidade de construir relações de longo prazo com consumidores ganha ainda mais importância em um ambiente fragmentado.

Nesse contexto, os novos canais não se limitam a marketplaces e redes sociais. Live commerce, shoppable posts em Instagram e TikTok, chatbots conversacionais e até canais de mensageria como WhatsApp Business tornaram-se pontos de contato legítimos. Em nossa experiência com implementação de estratégias multicanal, marcas que integram live commerce com programas de fidelização conseguem aumentar o NPS (Net Promoter Score) em até 28 pontos percentuais.

https://youtube.com/shorts/eO-lNva6-_k
Vídeo: WHATSAPP: O NOVO “SITE” DE VENDAS? | e-Plus

O VALOR ALÉM DA PRECIFICAÇÃO

Proposições de valor que ultrapassam a lógica da precificação tornaram-se centrais para a competitividade. Mecanismos de engajamento como programas de pontuação, acesso exclusivo a produtos, conteúdo educativo e comunidades de marca funcionam como pilares de confiança. Dessa forma, o varejo digital evolui de um modelo transacional para um modelo relacional.

Essa transformação exige investimento em tecnologia (sistemas de gestão de relacionamento com cliente, plataformas de automação de marketing) e em pessoas (especialistas em estratégia omnichannel). Contudo, o retorno é significativo: empresas que implementam estratégias omnichannel integradas conseguem aumentar o lifetime value (LTV) do cliente em até 40%.


EM RESUMO: O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE OS NOVOS CANAIS NO E-COMMERCE

  • Fragmentação da jornada: consumidores transitam por múltiplas plataformas antes de converter, exigindo presença omnichannel das marcas;
  • Marketplaces dominam, mas não bastam: 70% dos consumidores preferem marketplaces, mas 46,4% retornam às lojas oficiais pela experiência personalizada;
  • Além da precificação: programas de benefícios (32,8%) superam descontos diretos (32,7%), indicando que valor vai além do preço;
  • Crescimento condicionado: o crescimento de 10% projetado para 2026 será capturado por marcas que dominarem estratégias omnichannel;
  • Novos canais: live commerce, shoppable posts e WhatsApp Business tornaram-se pontos de contato legítimos para conversão.

CONCLUSÃO: ADAPTAÇÃO É ESSENCIAL

Em suma, os novos canais no e-commerce em 2026 não representam uma tendência passageira, mas uma reconfiguração permanente do varejo digital. Varejistas que conseguirem sincronizar sua presença em múltiplos canais, oferecer experiências personalizadas e construir relações de longo prazo com consumidores estarão posicionados para capturar a maior parte do crescimento projetado.

Confira outros artigos do blog da e-Plus para aprofundar sua estratégia de canais digitais. E se você deseja um e-commerce que performa de verdade em todos os canais, fale com o time de especialistas da e-Plus, eles estão prontos para desenhar a melhor solução para seu negócio.

FAQ – PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE OS NOVOS CANAIS NO E-COMMERCE

O que são novos canais no e-commerce?

Novos canais no e-commerce são plataformas e pontos de contato além do site tradicional, como marketplaces, redes sociais, live commerce, WhatsApp Business e plataformas de mensageria. Eles permitem que consumidores descubram, pesquisem e comprem produtos de forma fragmentada e omnichannel.

Por que os consumidores preferem marketplaces?

Consumidores preferem marketplaces por três razões principais: competitividade de preços (57%), usabilidade de navegação (55,3%) e frete grátis (67,4%). Marketplaces centralizam múltiplas marcas em um único lugar, facilitando comparação e compra com segurança de plataforma consolidada.

Como as marcas devem se adaptar aos novos canais?

Marcas devem implementar estratégias omnichannel que sincronizem inventário, precificação e promoções entre canais. Além disso, devem investir em experiências personalizadas, programas de fidelização e presença em múltiplos pontos de contato (marketplaces, redes sociais, loja própria).

Qual é o impacto dos novos canais no crescimento do e-commerce?

O crescimento projetado de 10% para 2026 será capturado principalmente por marcas que dominarem estratégias omnichannel. Empresas com presença integrada em múltiplos canais aumentam taxa de conversão em até 35% e lifetime value em até 40%.