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Imagem meramente ilustrativa: @freepik.com
O mês de abril de 2026 concentrou uma combinação pouco comum: dados relevantes de comportamento de consumo e eventos de peso do setor acontecendo ao mesmo tempo. Para quem trabalha com e-commerce e marketing digital, esse cruzamento oferece um diagnóstico sobre para onde o mercado está se movendo e onde as decisões precisam ser tomadas agora.
ABRIL EM FOCO: O QUE REALMENTE IMPORTA QUANDO FALAMOS EM E-COMMERCE
- Os eventos do setor voltaram com agenda estratégica. ExpoEcomm e VTEX Day 2026 trouxeram discussões centradas em IA aplicada à operação (não como promessa, mas como implementação);
- Inteligência artificial passou a ser critério de seleção de parceiros e plataformas em projetos de médio e grande porte;
- A jornada do consumidor ficou mais fragmentada: dados recentes apontam crescimento do comportamento de pesquisa em múltiplos canais antes da conversão;
- Omnichannel saiu do discurso e entrou na cobrança: varejistas relataram que consumidores esperam consistência de preço, estoque e experiência entre canais;
- Métricas de engajamento superam alcance como critério de investimento em mídia paga, uma virada que vem sendo confirmada ciclo após ciclo.
O QUE OS EVENTOS DE ABRIL REVELARAM SOBRE O MERCADO
ExpoEcomm Salvador: regionais ganham protagonismo
A ExpoEcomm Salvador confirmou uma tendência que a e-Plus acompanha de perto: o mercado regional de e-commerce está deixando de ser coadjuvante. Marcas e operações que antes concentravam investimento no Sudeste estão estruturando times e infraestrutura local, com demanda crescente por tecnologia, logística e estratégia de marketing digital adaptada às particularidades regionais.
Os painéis do evento trouxeram discussões sobre expansão via marketplaces, personalização de oferta e o papel da IA no atendimento ao cliente, ou seja, temas que antes eram pauta exclusiva de grandes varejistas nacionais. Os destaques completos da participação da e-Plus na ExpoEcomm Salvador estão documentados neste artigo.
VTEX Day 2026: IA como eixo central da operação
O VTEX Day 2026 consolidou o que muitos já intuíam: a inteligência artificial agora é critério de avaliação de plataformas, fornecedores e parceiros. As apresentações do evento reforçaram que as operações que avançam mais rápido são aquelas que integram IA em processos de pricing, personalização, atendimento e análise de dados; não como projetos isolados, mas como camada transversal da operação.
A e-Plus esteve presente no evento e registrou os principais insights aqui. Um ponto que chamou atenção: as marcas que mais engajaram o público durante o evento foram aquelas que apresentaram resultados práticos de implementação de IA, não roadmaps.
DADOS DE ABRIL: O QUE OS NÚMEROS INDICAM
Além dos eventos, abril trouxe publicações relevantes para quem acompanha o mercado digital.
De acordo com pesquisas de mercado, 72% dos consumidores esperam que as empresas entendam suas necessidades individuais (número que sobe para 80% entre compradores digitais frequentes). Esse dado impacta diretamente a forma como times de e-commerce precisam pensar personalização: não como funcionalidade opcional, mas como expectativa básica.
A ABCOMM revisou suas projeções para o e-commerce brasileiro em 2026, estimando crescimento acima de 10% no volume de pedidos em relação a 2025. O crescimento, no entanto, está concentrado em operações que investem em experiência de compra e retenção, não apenas em aquisição de novos clientes.
Outro dado que circulou com força em abril: o crescimento de buscas por IA generativa como ferramenta de pesquisa de produtos. Plataformas como Perplexity e o modo SGE do Google seguem ganhando participação nas etapas iniciais da jornada de compra, o que torna a otimização para motores de IA (o chamado GEO) uma variável cada vez mais relevante para estratégias de visibilidade digital.
O QUE MUDA NA PRÁTICA PARA TIMES DE E-COMMERCE
Por fim, abril não foi um mês de revelações isoladas, mas sim de confirmações. As tendências que o mercado vinha apontando há alguns trimestres ganharam massa crítica suficiente para exigir posicionamento:
IA na operação não é projeto futuro. Times que ainda estão em fase de avaliação estão perdendo janela de competitividade. A implementação começa por processos específicos (atendimento, recomendação de produto, análise de churn) antes de se tornar sistêmica.
Regionalização é oportunidade real. O comportamento observado na ExpoEcomm Salvador mostra que mercados fora do eixo Sul-Sudeste estão maduros para receber investimento estruturado. Ignorar isso é deixar espaço para concorrentes.
A atribuição de mídia precisa de revisão. Com a jornada de compra mais fragmentada, modelos de atribuição baseados em último clique distorcem a leitura de performance. Times de marketing digital que não revisaram seus modelos de atribuição em 2026 provavelmente estão subestimando canais de topo de funil.
Retenção supera aquisição em custo-benefício. Com o CAC em alta na maioria dos segmentos, melhorar Taxa de Recompra e NPS tem retorno mais previsível do que escalar investimento em tráfego pago sem ajuste de experiência.
Para acompanhar as tendências e análises que surgem a cada ciclo do mercado digital, explore outros conteúdos do blog da e-Plus. O mercado não para, e o próximo movimento estratégico começa com as informações certas.
FAQ – PERGUNTAS FREQUENTES
O VTEX Day 2026 colocou a inteligência artificial como tema central, com foco em implementações práticas em pricing dinâmico, personalização de experiência e atendimento automatizado. As marcas que mais se destacaram apresentaram casos reais de uso. O evento reforçou que IA deixou de ser diferencial e passou a ser requisito operacional para e-commerces competitivos.
Eventos como a ExpoEcomm Salvador evidenciaram que regiões fora do eixo Sul-Sudeste estão investindo em estrutura de e-commerce de forma acelerada. A demanda por tecnologia, logística e marketing digital adaptado ao contexto local cresceu de forma significativa, tornando o mercado regional uma fronteira estratégica relevante para varejistas e parceiros de tecnologia.
A IA generativa impacta o e-commerce em duas frentes principais: na operação interna, automatizando atendimento, personalização e análise de dados; e na jornada do consumidor, que cada vez mais usa ferramentas como ChatGPT, Gemini e Perplexity para pesquisar produtos antes de comprar. Isso exige que as marcas otimizem sua presença não apenas para o Google, mas também para motores de IA.
Com o custo de aquisição em alta, métricas de retenção ganharam relevância. Taxa de Recompra, NPS, Churn Rate e Ticket Médio por segmento oferecem uma leitura mais precisa da saúde do negócio do que o volume bruto de pedidos. Times que acompanham essas métricas conseguem tomar decisões mais assertivas sobre onde investir em experiência e onde escalar em aquisição.



