
O calendário comercial brasileiro mudou de tamanho nos últimos anos. Datas que antes passavam quase despercebidas hoje aparecem no planejamento de mídia das lojas com meses de antecedência, e o Dia do Cliente é um dos exemplos mais claros desse movimento. Comemorado em 15 de setembro, ele nasceu para aquecer um período parado e se transformou em uma das oportunidades de venda mais consistentes do segundo semestre, o intervalo que antecede a Black Friday e o Natal.
Não é um fenômeno isolado. A Abiacom projeta que as datas comemorativas devem injetar R$ 65,07 bilhões no e-commerce brasileiro só no segundo semestre de 2026. Entender o que é o Dia do Cliente, de onde ele veio e por que cresceu ajuda a enxergar uma lógica maior: o varejo que trata sazonalidade como projeto vende mais do que o varejo que reage no improviso.
Nesta página você encontrará:
Dia do Cliente: o que importa saber sobre a data
- É comemorado em 15 de setembro e foi criado em 2003, no Rio Grande do Sul, pelo especialista em marketing João Carlos Rego.
- Nasceu para aquecer um mês fraco de vendas. Setembro tinha pouco apelo comercial, e a data surgiu para valorizar o consumidor e movimentar o varejo no período.
- Deixou de ser regional. Antes restrita ao Rio Grande do Sul, a data já é reconhecida oficialmente em 14 estados e mais de 160 municípios, segundo o Sebrae.
- Movimenta o e-commerce. Só entre pequenas e médias empresas, o faturamento da semana do Dia do Cliente cresceu 43% em 2024 sobre o ano anterior, de acordo com a Nuvemshop.
- Abre a temporada forte do ano. A data marca o início do ciclo que leva à Black Friday e ao Natal, quando o custo de mídia sobe e a concorrência aperta.
- Recompensa quem se planeja. Estoque, site estável e campanhas aquecidas com antecedência definem o resultado mais do que o desconto do dia.
A origem do Dia do Cliente
A data foi idealizada por João Carlos Rego, especialista em marketing e recursos humanos, em setembro de 2003, no Rio Grande do Sul. A escolha do dia 15 não foi por acaso: setembro era um mês de vendas fracas no comércio, e a proposta era criar um motivo para reaproximar lojas e consumidores num período de baixa. A ideia era simples e comercial ao mesmo tempo, homenagear quem compra e, com isso, movimentar o caixa.
Vale não confundir com o Dia do Consumidor, comemorado em 15 de março e ligado à defesa dos direitos do consumidor, com reconhecimento internacional. O Dia do Cliente tem outra natureza: é uma data de relacionamento e promoção, pensada desde a origem para o varejo. Do Rio Grande do Sul, ela se espalhou. Hoje é reconhecida oficialmente em 14 estados e em mais de 160 municípios brasileiros, e o interesse de busca pelo tema cresce ano a ano, sinal de que consumidores já esperam ofertas nesse período.
Por que o Dia do Cliente cresceu no e-commerce
O que era uma data de comércio de rua encontrou no digital um terreno fértil. Os números de 2024 mostram o tamanho do movimento. Segundo levantamento da Nuvemshop, as pequenas e médias empresas do varejo online faturaram R$ 104 milhões na semana do Dia do Cliente (9 a 15 de setembro), uma alta de 43% sobre os R$ 72,5 milhões do mesmo período de 2023. Foram 1,6 milhão de produtos vendidos, crescimento de 23%, com ticket médio de R$ 247,90.
O comportamento de compra também ajuda a explicar a força da data. Ainda de acordo com a Nuvemshop, cartão de crédito e Pix se equilibraram como meios de pagamento (48% e 45% das transações, respectivamente) e moda liderou o faturamento, seguida por saúde e beleza. São categorias de recompra e de decisão rápida, que se beneficiam de uma data com apelo claro e promoção definida. Para o e-commerce, o Dia do Cliente virou uma janela para reativar base, girar estoque e adquirir clientes antes da corrida de fim de ano.
Datas sazonais: por que trabalhar o calendário deixou de ser opcional
O Dia do Cliente só faz sentido pleno quando entra numa leitura maior do ano. As datas sazonais concentram tráfego, intenção de compra e faturamento como nenhum outro momento do calendário e 2025 confirmou isso. O Dia das Mães movimentou R$ 12 bilhões no e-commerce, alta de 26% sobre 2024, segundo a Neotrust; o Dia dos Namorados somou R$ 8,02 bilhões, avanço de 15,1%; e o Dia dos Pais bateu recorde histórico, com R$ 9,51 bilhões, de acordo com a ABComm.
Para 2026, a projeção da Abiacom é de R$ 65,07 bilhões injetados no e-commerce apenas no segundo semestre, distribuídos entre Dia dos Pais, Dia das Crianças, Black Friday e Natal, sendo a Black Friday responsável por R$ 14,75 bilhões e o Natal por R$ 29,60 bilhões. O recado por trás desses números é direto: quem depende de vendas online não pode encarar esses picos como surpresa. Cada data tem público, ritmo e concorrência próprios, e o resultado começa a ser construído semanas antes de o consumidor abrir a carteira.
Do improviso ao planejamento: onde a mídia paga faz diferença
O erro mais comum em datas sazonais é ligar a campanha em cima da hora. Quando muitas marcas disputam o mesmo público nas últimas semanas, o leilão de mídia esquenta e o custo por clique sobe, justamente quando a intenção de compra está no pico e antecipar muda essa conta. Campanhas de topo de funil rodando antes constroem públicos aquecidos e listas de remarketing que convertem mais barato no dia decisivo.
Esse trabalho não se resume ao anúncio no ar. Envolve definir metas por data, preparar as ofertas, garantir que o site aguente o volume e ler os resultados para realocar verba onde o retorno aparece. É a diferença entre gastar em mídia e investir em aquisição. E como o Dia do Cliente abre a sequência mais intensa do ano, ele funciona bem como ponto de partida para estruturar todo o segundo semestre, não como um evento solto, mas como o primeiro de uma série que termina no Natal.
Prepare as próximas datas com antecedência
O Dia do Cliente mostra, em pequena escala, o que vale para todo o calendário: resultado em data sazonal se constrói antes, não no dia. Site preparado, oferta definida e mídia aquecida com tempo é o que transforma pico de tráfego em venda.
Se a sua marca quer chegar às próximas datas (Black Friday, Natal e o calendário de 2027) com campanhas estruturadas e custo de aquisição sob controle, vale planejar a mídia com folga. O time de especialistas da e-Plus pode ajudar a montar e antecipar suas campanhas de tráfego pago e a estratégia de marketing para cada sazonalidade. Para continuar se preparando, explore também os outros conteúdos sobre calendário e e-commerce no blog da e-Plus.
Perguntas frequentes sobre o Dia do Cliente
Quando é o Dia do Cliente?
O Dia do Cliente é comemorado em 15 de setembro. A data foi criada em 2003, no Rio Grande do Sul, pelo especialista em marketing João Carlos Rego, com o objetivo de valorizar o consumidor e aquecer as vendas num mês tradicionalmente fraco para o comércio.
Qual a diferença entre Dia do Cliente e Dia do Consumidor?
São datas distintas. O Dia do Cliente, em 15 de setembro, é uma data comercial de relacionamento e promoções, criada no Brasil. O Dia do Consumidor, em 15 de março, tem alcance internacional e está ligado à defesa e aos direitos do consumidor, com foco menos promocional.
O Dia do Cliente vende bem no e-commerce?
Sim. Em 2024, as pequenas e médias empresas do varejo online faturaram R$ 104 milhões na semana da data, alta de 43% sobre 2023, segundo a Nuvemshop. A data se firmou como uma oportunidade de reativar clientes e girar estoque antes da temporada de fim de ano.
Por que trabalhar datas sazonais é importante para o varejo?
Porque elas concentram tráfego, intenção de compra e faturamento. Só no segundo semestre de 2026, as datas comemorativas devem injetar R$ 65,07 bilhões no e-commerce brasileiro, segundo a Abiacom. Planejar cada data com antecedência reduz o custo de mídia e aumenta a conversão nos picos.