
Depois de queimar energia, verba e estoque na Black Friday, faz sentido investir de novo na segunda-feira seguinte? A Cyber Monday costuma ficar na sombra da sexta mais famosa do varejo, e muita loja mal reserva verba para ela. Só que essa segunda-feira se tornou, lá fora, o maior dia de compras online já registrado, a Cyber Monday de 2025 movimentou US$ 14,25 bilhões nos Estados Unidos, segundo a Adobe Analytics. No Brasil, ainda sobra espaço para quem sabe usá-la bem e é sobre isso que este artigo trata.
Nesta página você encontrará:
Cyber Monday: o que decidir antes de investir a verba
- A Cyber Monday 2026 cai em 30 de novembro, na segunda-feira logo após a Black Friday (27/11).
- É uma data nativa do online: surgiu em 2005, nos EUA, focada em e-commerce, e hoje funciona como fechamento natural da semana de promoções.
- Vale o investimento porque serve para dois objetivos: escoar o que não saiu na sexta e ativar categorias que ficaram de fora do pico.
- O público que compra na segunda tende a ser mais qualificado: já pesquisou preços na Black Friday e chega com a decisão mais madura.
- A mídia paga é o motor da data: o remarketing sobre quem visitou a loja e não converteu na Black Friday costuma entregar o melhor retorno da semana.
- Por ser uma janela curta, a Cyber Monday pede verba concentrada e ajuste de campanha em tempo real, não uma configuração que roda sozinha.
O que é a Cyber Monday, em poucas linhas
A Cyber Monday é a segunda-feira seguinte à Black Friday, dedicada às ofertas online. Nasceu em 2005, nos Estados Unidos, para aquecer as vendas de e-commerce logo depois do feriado de Ação de Graças, quando o movimento nas lojas físicas caía. No Brasil, ela chega colada à Black Friday e quase não precisa de apresentação, boa parte do mercado já conhece a data. O que muda de loja para loja é quanto cada uma decide investir nela, e é aí que a maioria deixa dinheiro na mesa.
Ainda vale a pena investir na Cyber Monday?
Na e-Plus, a resposta é sim, praticamente sempre. E não por otimismo, mas porque a data resolve dois problemas concretos que sobram depois da Black Friday.
O primeiro é o estoque. Quase nenhuma operação vende exatamente o que planejou na sexta-feira. Sempre fica uma parte de produtos parados, seja por preço, por posição na vitrine ou por falta de tráfego. A Cyber Monday é a chance de dar saída a esse estoque enquanto o consumidor ainda está em clima de compra, sem esperar as liquidações de fim de ano.
O segundo é a diversificação. A Black Friday costuma concentrar atenção em algumas categorias mais óbvias (eletrônicos, eletrodomésticos, celulares). A segunda-feira abre espaço para colocar em destaque o que não protagonizou a sexta (moda, casa, beleza, serviços, assinaturas). Isso ajuda a alcançar quem não se interessou pelas ofertas iniciais.
Há também uma questão de comportamento. Segundo estudo do Google com a Offerwise, 51% dos consumidores brasileiros preferem esperar por datas promocionais para comprar, e apenas 22% concentram tudo em um único dia. Ou seja, boa parte da intenção de compra continua ativa depois da sexta-feira e vai para quem seguir comunicando oferta na segunda.
Três formas de aproveitar melhor a data
1. Reative quem passou pela Black Friday e não comprou
Esse é o público mais valioso da Cyber Monday e o que melhor conversa com a gestão de mídia. Quem visitou uma página de produto, adicionou item ao carrinho ou abandonou o checkout na sexta já demonstrou interesse. Campanhas de remarketing para essas pessoas, com uma condição nova na segunda, costumam ter custo por venda bem menor do que buscar público frio. Vale separar as audiências por etapa: quem só navegou, quem chegou ao carrinho e quem quase fechou.
2. Coloque em oferta o que ficou de fora do pico
Se a Black Friday foi dominada por uma categoria, a Cyber Monday é o momento de girar o holofote. Produtos com estoque parado, itens de margem melhor ou linhas que não receberam mídia na sexta ganham uma segunda janela de exposição. A vantagem é competir em um dia com menos ruído: muitos concorrentes já encerraram as campanhas, e o custo de mídia tende a ceder um pouco.
3. Concentre a verba e acompanhe em tempo real
A Cyber Monday é curta. Isso muda a forma de investir: em vez de distribuir a verba ao longo de semanas, concentra-se o orçamento no dia (ou na Cyber Week, quando a promoção se estende). O acompanhamento precisa ser próximo, com ajuste de lances, públicos e criativos ao longo das horas. Métricas como ROAS, taxa de conversão e recuperação de carrinho abandonado devem ser lidas várias vezes no dia, não só no fechamento.
Onde a gestão de mídia faz a diferença
O desconto atrai, mas quem define o resultado da Cyber Monday é a decisão de para quem anunciar e com que verba. Uma boa campanha na data raramente parte do zero, ela reaproveita os públicos construídos na Black Friday, separa quem tem intenção real de quem só passou pela loja e redistribui o orçamento conforme o retorno aparece. É esse trabalho de mídia (mais do que o tamanho do desconto) que separa uma segunda-feira lucrativa de uma que só deu trabalho.
Se você quer montar essa estratégia com quem faz gestão de mídia todos os dias, fale com o time da e-Plus. Podemos estruturar desde o remarketing da Black Friday até o ajuste fino das campanhas durante a Cyber Monday. E, para continuar se preparando, vale conferir também o cronograma de Black Friday 2026 aqui no blog.
FAQ
Quando é a Cyber Monday em 2026?
A Cyber Monday 2026 acontece em 30 de novembro, na segunda-feira seguinte à Black Friday, que cai em 27 de novembro. A data muda todo ano porque depende da última sexta-feira de novembro. Ela é considerada o encerramento da semana de promoções que começa na Black Friday.
Qual a diferença entre Black Friday e Cyber Monday?
A Black Friday nasceu no varejo físico e abre a temporada de descontos na última sexta de novembro. A Cyber Monday surgiu depois, voltada ao e-commerce, na segunda-feira seguinte. Hoje as duas se fundiram em um mesmo período promocional, mas a segunda mantém foco maior nas compras online.
Vale a pena fazer ofertas na Cyber Monday depois da Black Friday?
Vale, na maioria dos casos. A Cyber Monday serve para escoar o estoque que não saiu na sexta e para destacar categorias que ficaram de fora do pico. Como o consumidor ainda está em clima de compra, é uma chance de vender para quem pesquisou na Black Friday e adiou a decisão.
Preciso de mídia paga para vender na Cyber Monday?
A mídia paga não é obrigatória, mas é o que mais potencializa a data. O remarketing para quem visitou a loja na Black Friday costuma ter o melhor retorno, porque atinge um público já interessado. Sem investimento em mídia, a oferta depende só do tráfego orgânico, que é limitado em uma janela tão curta.